Trago no peito amor que não se cansa,
Fé que acende vela mesmo na ventania,
Força que levanta quando a alma cansa
E saudade que vira poesia.
O amor me ensina a cuidar do outro,
A fé me lembra que nada é em vão,
A força me ergue do chão, do luto,
E a saudade guarda cada estação.
Se o mundo aperta, eu respiro fundo:
É vida costurando o tempo e o segundo.
Se a falta dói, eu transformo em canto,
Porque amar também é esperar um tanto.
Que nada falte e nada sobre,
Só o que abraça a cura descobre.
Meta
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