Cobrindo o que o dia ousou gritar,
E traz, no sopro leve de um momento,
O espaço exato para a alma descansar.
As luzes lá fora são pequenos portos,
Em um mar de sombras, calmo e profundo,
Onde os desejos, por ora absortos,
Esquecem o peso e o pressentir do mundo.
Não é só ausência de luz ou de lida,
É o tempo de ouvir o que bate por dentro,
A costura invisível da própria vida,
Buscando o equilíbrio em seu próprio centro.
Que o sono seja ponte, não só descanso,
Um voo macio por mundos de cor,
E que o amanhecer, com seu brilho manso,
Lhe encontre renovado em paz e vigor.
(Gemini)

.jpg)