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domingo, 17 de maio de 2026

ENQUANTO VEM O ALVORECER

Ontem namorei o luar,
hoje reconto estrelas
esperando a madrugada
esmaecer a noite cansada
enquanto vem o alvorecer

Quiçá amanhã eu abrace a brisa,
me atire no mar das lembranças
desemboque na doce praia
onde golfinhos festejam a vida
ao longe, nas ondas, ao sol

Porque meu desejo é desenhar
a imaginação no éter volátil,
entoar músicas sorrindo,
por a mochila nas costas
e voar nas asas dos devaneios

E fluir como borboletas felizes,
enlaçar jardins como fazem
os apaixonados beija-flores,
ouvindo o que tem a dizer
o sussurro do vento nas
repentinas esquinas.

Gilbamar de Oliveira Bezerra