Mas o nó que se solta para o voo,
É o silêncio que ocupa o espaço
De tudo aquilo que o encontro ecoou.
Como o sol que se despede do horizonte,
Sem medo da sombra que a noite traz,
Pois sabe que a luz, em outra fonte,
Prepara um brilho ainda mais capaz.
Ir embora é guardar no bolso o instante,
Fazer da memória um eterno lugar,
É saber que o caminho segue adiante,
Mas que o rastro do afeto há de ficar.
Fica a paz do que foi compartilhado,
O eco suave de cada palavra dita,
Pois quem parte deixando o bem plantado,
Em cada saudade, de novo habita.
(Gemini)

