Um meio-tom que doura o que se vê,
Onde o relógio esquece seu estalo
E o agora é o único porquê.
Há uma luz que deita sobre a mesa,
Um brilho manso, sem pedir licença,
Mostrando que a maior delicadeza
É o simples fato de notar a presença.
Que este instante seja como o vento,
Que passa livre, sem nada carregar,
Trazendo o fôlego e o contentamento
De quem sabe, no agora, apenas estar.
Que o resto do dia conserve essa calma,
Feito café que aquece sem queimar,
E que a luz da tarde alcance a alma,
Antes mesmo do sol se retirar.
(Gemini)
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