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sábado, 19 de setembro de 2026

MUSICA e ALMA

Sete notas na música
formando apenas um som
com harmonia no todo
de uma variação
Tocam-se e se afastam
formando num estado de tempo
um ritmo e sua modulação
Sustenidos e bemóis
colcheias e semicolcheias
não modificam sua natureza
mas podem mudar teus sonhos
Singular deve ser sua execução
E como único a ouvi-la
só tu a sentirás
e a teu modo a perceberás
Elas dançam além do sensível
mergulhando no abismo da alma
Será um mistério a musica
ou mistério é tua alma?
Nunca duvides
que no múltiplo das coisas
more o divino
Assim como
na multiplicidade das notas
encontramos a unidade da música
Das nossas origens
apenas um som se ouve
O marulho do infinito
nas praias de nossas almas

Aurea Abensur

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

AMOR MADURO

Ainda que no tempo demores a chegar,
estarei sempre te esperando, aqui nesta janela,
que por enquanto é a nossa mágica ponte.

O inverno em breve, cederá espaço à primavera.
A natureza vai explodir em cores e formas,
deliciando os olhares, alegrando os corações.

Mas nós estaremos muito distantes físicamente
e nem sabemos quando nos veremos de novo.
quando desfrutaremos deste sonhar amoroso .

Mas sabemos que o amor assim como os frutos,
tem as suas variações naturais, antes do seu ápice.
Um amor ainda verde, representa doce promessa,
até o momento em que desvelar-se amadurecido.

Então seus doces pomos trarão as delícias do prazer
a ser compartilhado por corações que se comprazem
em fazer a felicidade um do outro. Um tesouro valioso
descoberto, que traz quietude interior e paz de espírito.

Autor Guida Linhares

terça-feira, 15 de setembro de 2026

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

domingo, 13 de setembro de 2026

"A FLOR DA NOITE"

 (Epiphyllum oxypetalum- Flor da noite)

No enredado dossel da mata solitária
Onde murmura o vento e o ribeiro responde,
A parasita galga o corpo da araucária
E entre festões de prata, abre o pálio da fronde.

Lá no rincão mais fundo e mais selvagem de onde
Não sobe um vago som de vida tumultuária,
Corpo a corpo com o tronco, ela toda, se esconde
Na imaginária paz da sombra imaginária.

Sua existência no ermo é uma perpétua boda!
E quando a noite estende a pálpebra dormente,
De volúpia e de amor ela estremece toda,

Esperando que o luar desça por uma fresta
Para se aconchegar como um gato indolente
No berço verde dos seus braços, na floresta.

Olegário Marianno
Toda uma vida de Poesia