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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ÉRAMOS DOIS

Éramos dois
como se fôssemos mais,
e éramos tantos
como se dois
apenas.

Então,
a porta do meu peito
se abriu
como um sorriso terno
que beijava o sol
daquela tarde:

As dobradiças não rangeram,
não havia perfume
de amores antigos,
nem se crisparam as mãos.

E o sorriso da porta
cresceu
de forma tranquila
e se fez palavra.

Naquela tarde
não houve sombras
na minha espera.

Edson Marques

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