Escrevo lírios nos campos
Rabisco nuvens no céu
amo a poesia
Respiro o papel
Falo em prosa
Dança da vida
Poesia viva
Matéria Prima
O abc corre nas veias
Nas entrelinhas das artérias
No coração incendeia
As palavras, atmosfera
O ponto final não existe
Amar é mais que bonito
A poesia insiste
Quer rimar no infinito
Márcia Poesia de Sá e André Anlub
Meus poemas nascem em mim.
Me desconcertam às vezes.
Enfim...
Brotam entre as paredes da alma e desejam
sair...
Asas livres, leves, macias
Preferem a solitária alvorada
Vazia, molhada, embora dourada.
Meus poemas são luzes na madrugada
E enfeitam corações cintilando emoções
Simplesmente porque encontraram no espaço
Partículas de meus pedaços
E amaram cada estilhaço
Me abraçaram e unidos pelo cansaço
Adormecemos em murmúrios calando rimas no regaço
Poetas guardam em si humildes sentimentos
Envolvidos em laços, sublimados pelo tempo.
Iveti Specorte