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terça-feira, 15 de julho de 2014

Pequenos poemas de Carlos Drummond de Andrade

Procuro uma alegria
uma mala vazia
do final de ano
e eis que tenho na mão
— flor do cotidiano —
é vôo de um pássaro
é uma canção.


Na rua


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço de tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

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